O trabalho de restauração inicia-se com a identificação individual dos azulejos do painel em questão que, por sua vez, são subdivididos em grupos e fotografados respectivamente.
Após a retirada dos azulejos da parede e minucioso trabalho de limpeza e dessalinização, começa o processo de colagem de eventuais fragmentos. Na seqüência, realiza-se os enxertos necessários na cerâmica, tanto na parte frontal e posterior, como nas arestas, recuperando suas dimensões e características originais. A aplicação de resina poliéster para recomposição estrutural dos azulejos é a solução mais adequada para restauração.
Após processo de pintura e aplicação de camada de esmalte para prevenção da ação do tempo, os azulejos poderão ser montados sobre um painel de madeira,  bem como serem recolocados na parede original. Esta, por sua vez, também é recuperada antecipadamente com argamassa especial e impermeabilizante.

Exemplo 1 ( clique nas figuras para ampliar )


1. Azulejo original


2. Azulejo restaurado


3. Contexto final





Em painéis residenciais, a solução OPCIONAL é a aplicação dos azulejos em quadros de madeira.

Exemplo 2 ( clique nas figuras para ampliar )


Painel original de 2,00m X 1,00m, cimentado na parede, com três azulejos que não fazem parte do contexto (vide ampliação).



Painel restaurado, colado em
quadro de madeira, com moldura
.

Exemplo 3 ( clique nas figuras para ampliar )

1



Painel e cuba originais, cimentados na parede.

2



Painel original,
retirado da parede.

3



Criação de quadro de madeira e estuque, para sustentação do painel.
4



Quadro com acabamento
em mármore, para composição da cuba.

Apresentamos, a seguir, processo sequencial de restauração de um painel secular, fixado com nata de cimento sobre 2 placas de concreto.
A base da parede foi totalmente restaurada, retirando-se as 2 placas de concreto, substituídas por manta asfáltica,
prevenindo futuras infiltrações.
A face posterior dos azulejos recebeu uma camada de verniz marítimo. Esse procedimento visa facilitar uma
futura remoção dos azulejos, pois impede uma adesão extrema da massa de assentamento.

Devido ao seu estado precário de conservação, apresentando dezenas de azulejos fragmentados, ocultos
por massa acrílica, foi necessária a aplicação de adesivo plástico transparente para proteção e sustentação
dos mesmos durante o processo de retirada.

Em seguida,foi feita uma incisão com serra copo para identificação da profundidade da massa até o
concreto,bem como utilização de máquina de corte, fazendo separação dos azulejos entre si.
Pelo processo de trepidação com martelete e auxílio de uma ponteira, retirou-se cada azulejo, previamente
fotografado e identificado por letras e números.

Dada a grande quantidade de nata de cimento, efetuou-se o seu desprendimento por meio de uma máquina
de corte. Posteriormente, todos os fragmentos foram limpos com estilete, retirando-se impurezas e restos de
intervenções anteriores.Obteve-se,assim, melhor aderência e nivelamento dos fragmentos.

A recomposição estrutural dos azulejos foi efetuada por meio de massa especial, que, parcialmente diluída,
foi inserida pela face oposta em todas as fendas e partes faltantes.

A seguir, aplicou-se tinta epóxi branca sobre a massa já solidificada, previamente lixada, proporcionando
melhor aderência.


Selecionou-se tintas para pintura em cerâmica, que misturadas com corantes adicionais, em diversas
proporções, apresentaram um resultado de fidelidade extrema, muito próximo ao original.
Por fim, aplicou-se uma fina camada de laca poliuretânica acetinada sobre todos os azulejos para proteção
da pintura da ação do tempo, bem como para nivelar o brilho.


 
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